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Criador do Vida de Programador, André Noel, fala sobre impactos do software livre em sua carreira

André Noel em palestra no Latinoware 2015.

Criador do Vida de Programador, site que reúne tirinhas, vídeos e textos que tratam de forma descontraída a profissão, André Noel é um dos palestrantes da Latinoware 2019. Ele é mestre em Ciência da Computação (UEM), professor universitário, programador, usuário Linux desde 2002 e membro oficial da Comunidade Ubuntu.

O tema da palestra de André é “Da programação ao humor: o que o software livre me proporcionou”, em que fala dos resultados, oportunidades e impactos do software livre em sua carreira. Confira a entrevista completa com ele:

Vocês utiliza o humor nas tirinhas, vídeos e textos para falar sobre problemas e sobre a rotina de programadores. Como começou isso?

Eu trabalhei bons anos em “software houses”, desenvolvendo software e vivendo boa parte dessas histórias. Então, resolvi fazer um perfil no Twitter com fatos engraçados sobre a programação. Logo começou a crescer o número de seguidores e veio a vontade de contar as histórias em forma de tirinhas. A princípio com histórias que vivi ou ouvi de amigos, mas logo vieram histórias de leitores.

Qual é a sua frequência de produção de conteúdos? E como surgem as ideias para as criações?

A meta é publicar uma tirinha por dia, de segunda a sexta, mas ultimamente eu peguei muitas aulas para ministrar na universidade e prejudicou a regularidade. As ideias começaram a ser enviadas pelos leitores desde o começo do site, tenho muitas sugestões recebidas.

A página do Facebook do Vida de Programador tem quase 200 mil curtidas e o Youtube mais de 2,3 milhões de visualizações. A maioria do seu público deve ser de programadores. Mas quem mais te acompanha? E como é a sua interação com os seguidores?

São programadores e demais profissionais de TI, na maior parte. Depois temos pessoas que acompanham outras webtirinhas e pessoas que são ligadas, de alguma forma, a programadores.

Por que você começou a usar e por que defende o software livre?

Comecei a usar software livre em 2000, na universidade, porque tinha um laboratório de informática com Windows e o outro com Linux. Os computadores do laboratório Linux eram piores e as máquinas tinham uma distribuição chamada AIX, mal configurada. Então o laboratório Linux ficava mais vazio e mais calmo.

Logo comecei a ler a respeito, comecei a perguntar e a aprender. Em 2002 entrei de cabeça, quando comprei meu próprio computador (parei de usar o do meu irmão) e instalei Debian nele. Em 2005 conheci o Ubuntu, me engajei com a comunidade e daí conheci de perto o poder das comunidades e de compartilhar o conhecimento.

Já participou de outras edições da Latinoware?

Sim, já participei de várias, mas não tantas quanto eu gostaria. O Latinoware é um evento que faz você se sentir em casa, no meio do seu povo. É um lugar de reencontrar os amigos, de aprender muito e compartilhar muito.

Sem querer dar muitos “spoilers”, mas dá pra adiantar um pouco sobre o tema da sua palestra na Latinoware – o que o software livre te proporcionou?

A maior parte da minha carreira tem a ver com software livre. A primeira empresa onde trabalhei com programação eu descobri no fim da faculdade que ela existia e que estavam investindo em desenvolver só com software livre. Já foi um incentivo a mais.

De lá pra cá, sempre trabalhei com Ubuntu na minha máquina, mesmo que a equipe trabalhasse com softwares proprietários. Sempre busquei aprender mais sobre software livre, e o Vida de Programador só existe porque eu sabia trabalhar com o Inkscape e o Gimp, que eu usava pra fins pessoais, mas sempre tentei aprender técnicas novas.

A partir daí, o SL proporcionou muitas oportunidades, eventos e amizades, muitas coisas que quero abordar na palestra.

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